quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Atualização Patrimonial: Agosto (-13,12%)

Fala sobreviventes da Matrix, este mês foi pedrada na vidraça dos meus investimentos, nem sempre o sol brilha. Vamos aos números

Financeiro

Creio que até Novembro não haverá novos aportes, o motivo é a composição da minha reserva de emergência. Dessa forma, a carteira fica nas mãos do vai e vem do mercado. Entretanto, quero vender vivt3 na primeira oportunidade, comprei sem estudar muito bem as projeções e agora me arrependo de ter adquirido.


O patrimônio afundou grosseiramente este mês, meus ativos simplesmente não deslancham, exceto por QGEP que as vezes salta para quase 13. Mas acredito nos meus meninos, uma hora vão.



quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Testando aportes dobrados



Fala aí pessoal, se você nunca ouviu falar de aportes dobrados a técnica consiste em fixar um mínimo e máximo que se quer investir e dobrar seus aportes nos meses de baixa na bolsa e cortar pela metade nos meses de alta. O objetivo é evitar colocar muito dinheiro na bolsa nos períodos de alta.

O método que testei foi o seguinte:

- O indivíduo pode aportar no mínimo 1.000 e no máximo 8.000. Inicio com 1000 reais, dobro na baixa, até o limite de 8000, e corto pela metade na alta.

- Comparei este método ao de outra pessoa que invista exatamente a média da hipótese 1

- O período considerado foi de jul/13-jul/18, não foram incluídos pagamento de dividendos

- Busquei verificar empresas boas (GRND3, QGEP), empresas com alta valorização (SLCE3), um mico (FRTA3) e o próprio IBOV.

Eis os resultados da carteira de quem investiu nas seguintes empresas:

Dobrados        Fixo

GRND3

43%

35%
QGEP3 77%69%
VIVT3 9%7%
KROT3 -3% -5%
SLCE3 174% 153%
FRTA3 -56%-69%
IBOV 46% 39%

Os resultados demonstram que o método dos aportes dobrados vence o de aportes fixos nesta faixa de preços. A técnica é vantajosa para aportes mais altos, testando com valores entre 100-800, os aportes fixos vencem, portanto caso queira usar este método é bom selecionar sua faixa de preço e realizar os testes.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Atualização Patrimonial: Julho (+1,53%)

Fala sobreviventes da Matrix, mais um mês lidando com o mercado financeiro de buy and hold. Vamos aos números

Financeiro

Julho não aportei em nada além do colchão de segurança, que não divulgo por não ser investimento por definição. Ainda assim, o mês foi tímido nas subidas, embora QGEP3 tenha ido bem alto até dar uma recuada ao fim de Julho.



O patrimônio subiu legal esse mês, mas no consolidado tá patinando:



terça-feira, 17 de julho de 2018

O mundo concurseiro da próxima década

Sou concursado, aprovado num certame para um cargo de "alto nível" como gostam de denominar algumas carreiras. Já fiz prova para diversas áreas, entrei no Serviço Público numa das maiores secas da história dos Concursos Públicos e meu objetivo é dividir algumas perspectivas para o futuro da Administração Pública, com o olhar de quem já esteve do lado de fora, e de quem hoje assiste o circo por dentro.

A finansfera objetiva discutir finanças, dinheiro, independência financeira. Estes assuntos são intimamente ligados a formas de ganhar dinheiro, que aqui no Brasil se resumem a empreender e ser servidor público. CLT tem algumas histórias de sucesso, mas sinceramente não conheço ninguém da minha geração que tenha deslanchado como empregado.

Sendo assim, vamos fazer um panorama do que foi e do que será do mundo concurseiro daqui pra frente.

O Passado



Década de 90 foi o início da experiência brasileira com o concurso público como regra. Muita gente entrou no tapetão. Depois da promulgação da 8.112 a coisa foi se arrumando, mas muita gente incompetente ainda conseguiu seu lugar ao Sol. É a geração dos funças lixos que temos o desprazer de conhecer, obviamente com as devidas exceções.

Quem resolve provas da década de 90 se impressiona pela facilidade do conteúdo, mas é bom lembrar da escassez de material, era tudo na base de apostila e livros da década de 80. No geral, não houve muito concurso e os salários foram congelados por anos. Algumas carreiras foram totalmente sucateadas, vide bancos e militares. Enfim, década bosta.

Odeiem Lula o quanto quiserem, a verdade é que a década de 2000 foi uma piracema de vagas no Serviço Público. O otimismo econômico e os gastos significativos do governo do PT para melhorar as carreiras federais tornaram a década de 2000 a Golden Age do Serviço Publico. Quem entrou, entrou, muitos guerreiros da década de 90 conseguiram seu lugar em concursos com centenas de vagas, benefícios a rodo.

Obviamente a peneira ficou mais fina, o conteúdo se tornou gradativamente mais difícil e, após a difusão da internet, as bancas passaram a pesar a mão, sem dó nem piedade. O volume de conteúdo se tornou absurdo, muitas carreiras se aglutinaram (vide fusão RF+INSS), e os materiais de concurso foram despejados no mercado. O frenesi concurseiro parecia não ter fim, até que na eleição de 2008 o Brasil assinou seu tratado com o fracasso...

A década lixosa

Transporte público em dia de concurso 

Muita gente entrou na década de 10 com otimismo pro futuro concurseiro, ainda eram abertos bons concursos com a área fiscal borbulhando. A partir de 2012 a torneira começou a fechar, concursos dados como certos foram sendo prorrogados, concursos "reloginhos" não aconteciam. Por outro lado a pressão do mercado concurseiro continuou enorme, mais e mais sardinhas se aglomeravam na rede concurseira.

O banquete nunca veio, desde 2012 o declínio no número de concursos, e de vagas, é evidente, entretanto muita gente não acordou. Hoje a peneira é forte, o conteúdo absurdo e, se alguma vantagem há, é a esperança de quem os nomeados estão realmente preparados para o desafio do funcionarismo público.

A União está enxutando sua administração, sem chances de concursos com muitas vagas por um bom tempo. Estados têm sofrido com a crise. Muita gente esquece dos Municípios, mas são neles onde as oportunidades estão mais plausíveis, fique de olho nos editais que aparecem, quase toda semana sai algum concurso para sua região.

A próxima década

Foto ilustrativa de servidores públicos da década de 20

A informatização já é uma realidade, isso tem impacto no Serviço Público retirando a necessidade de uma penca de funcionários, especialmente na área de fiscalização tributária e na área administrativa em geral, em qualquer dos poderes.

Outro novo desafio diz respeito à terceirização que tem aos poucos se embrenhado no Serviço Público. Creio que na década seguinte novas leis ampliarão este processo, diminuindo a necessidade de servidores ao utilizar serviços privados para atender necessidades públicas.

O que fazer então? Penso que a melhor solução é sair totalmente da área concurseira administrativa, pois é a mais suscetível à terceirização e informatização. O concurseiro da década de 20 deve focar em carreiras tipicamente públicas, a citar: Segurança, fiscalização, diplomacia, judiciário. Embora algumas parcelas possam ser terceirizadas, é improvável que o Estado abdique plenamente destas áreas.

Por fim, se seu desejo é ser servidor largue a mentalidade de preguiçoso, mais do que nunca o Serviço Público é uma peneira cruel, não vai dar oportunidade pra quem fica trocando de área toda vez que o cursinho pega-otário publicar que há um chance remota de sair um concurso. Disciplina, esforço e foco vão te colocar na nata e a chance vai chegar.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Atualização Patrimonial: Junho (+7,57%)

Fala sobreviventes da Matrix, mais um mês na gangorra brasileira chamada Bovespa. Vamos aos números

Financeiro

Junho comprei Queiroz-Galvão, nada como uma empresa amiga do Governo para dar uma guinada na carteira do investidor brasileiro e não é que a sem vergonha brilhou mesmo:


O patrimônio subiu legal esse mês, mas no consolidado tá patinando:


quinta-feira, 14 de junho de 2018

O mito da Cidadezinha


Provavelmente muitos habitantes da blogosfera conhecem a lendária figura do Roger da Cidadezinha, um jovem, que formou seu próprio "feudo" num pequeno município de interior. Ocasionalmente encontramos outros na finansfera dispostos a instalar seu próprio reinado em algum lugar perdido neste grande Brasil.

Difícil afirmar se a história do Roger é verdadeira ou não, mas na minha opinião, é apenas um conto, quase que erótico, das expectativas de um garoto sofredor de cidade grande sobre a vida bucólica do campo. Meu objetivo neste post é desmistificar a realidade da Cidadezinha, apresentando os pontos positivos e negativos de se viver nela.

Para não parecer que estou falando sem fundamento, já morei em muita cidade no Brasil, de grandes a pequenas. Minha percepção sobre este tema deriva de anos de vida em um município minúsculo.

Primeiramente, um problema conceitual: O que é uma cidadezinha? Na minha opinião, cidadezinha é um município com menos de 10.000 habitantes, longe de grandes centros, com economia estritamente agrária. Cidades com mais do que isso já estão inseridas no mundo global e acabam por perder características marcantes do interior.

1- As finanças



Estamos na finasfera, então vamos começar falando de dinheiro, pois é difícil conciliar bom salário e oportunidades na Cidadezinha. Temos duas opções: 1) ser fazendeiro rico; 2) ser servidor público. A primeira é improvável para o moleque de cidade, mas a segunda é mais plausível. Ainda assim, para se tornar um verdadeiro "senhor feudal" não dá pra ir pra Cidadezinha ganhando 1k na prefeitura. É melhorar procurar cidade com comarca, ou representação da Receita ou da PF.

Concursos destas áreas normalmente tem vagas para lugares no meio do nada, onde é possível ganhar muito dinheiro, com a facilidade de encontrar baixíssimos custos de vida, isso somado ao status instantâneo de estar em carreiras de elite da administração federal.

Quanto aos custos de vida, eles são quase nulos para quem tem grana: Comida você pode literalmente pegar no meio do mato, ou pagar preços irrisórios em mercadinhos locais. Imóvel você acha verdadeiras mansões a preço de água tendo em vista que a demanda é baixa por boas casas.

A parte negativa é não encontrar muito lugar pra gastar, mas pra quem vive frugalmente e gosta de guardar dinheiro, a Cidadezinha é o céu na terra

2- Vida Social


Uma das minhas críticas a história do Roger é o fato dele criar esta ideia de que a soma bom salário + cidadezinha garante ascensão social sem esforço. Não é bem assim, a Cidadezinha tem sua hierarquia, suas famílias tradicionais e mais do que tudo, uma certa repulsa aos desconhecidos.

Sim meus amigos, o preconceito reina forte na Cidadezinha, enquanto não provar ser um bom membro da sociedade, você continuará sendo um pária, independente da seu cargo ou salário.

Primeiramente, religião é a instituição mais forte na cidadezinha. É evangélico numa cidade católica?Morte social. Chegou numa cidade luterana com um terço? Pode comprar sorvete que o fim de semana vai ser no Netflix. Além disso, se chegar com um nariz empinado, sem querer se misturar com o jeito dos caras, vai ficar jogado as traças igualzinho na cidade grande.

Para além das dificuldades culturais, saiba que a vida social na Cidadezinha se resume a noitadas em bares decadentes e festas caídas umas três vezes por ano. No resto do ano o cemitério é o lugar mais agitado.

3- Romances



Roger se orgulhava em não encontrar dificuldades para pegar as 10/10 da cidadezinha. Isso é quase mito, na minha opinião, pelos motivos a seguir.

Existe mulher bonita em cidadezinha? A resposta é sim, mas saiba que antes do 18 anos elas já estão casadas ou metem o pé do interior. Mulheres acima de 20 anos só se acha a rapa do tacho, ou casadas, que são mais fiéis do que a mulher cosmopolita.

Então lhe sobra apenas uma escapatória, que ao meu ver não é nobre, por isso não indico, ir buscar na escola. Antes que expresse seu desgosto pelo tópico saiba que é extremamente comum garotas antes do 18 já serem mães na cidadezinha, o processo começa tão cedo quanto 13 anos, normalmente motivado pela vontade de sair de casa e ser independente, por isso se emprenham de caras de 30 anos para cima.

Não quero motivar ninguém a fazer isso, acho triste e decadente, mas essa é a opção que te sobra na Cidadezinha. Quando chega aos 18 anos os pais pagam faculdade pra filha em cidade grande e você nunca mais vê a pessoa, o que deixa a Cidadezinha com um vazio etário notável na faixa dos 20-30 anos.

Portanto, não se iluda, jovem, suas chances não vão aumentar na Cidadezinha, ao contrário, podem restringir ainda mais suas chances de encontrar alguém.

Concluindo, a Cidadezinha é uma opção ótima pra quem quer tranquilidade e distância do nojo que se tornaram as cidades grandes. Todavia, não deixa de atentar para suas mazelas, notavelmente as dificuldades de se integrar a cultura e a vida social. Antes de querer montar seu feudo não deixe de ler a história do Roger, mas leia com humor, pois muito do que está ali não vai funcionar na maioria dos casos.


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Atualização Patrimonial: Maio (-9,4%)

E aí sobreviventes da matrix, vamos a mais uma postagem marota de rentabilidade (ou da falta dela)

Financeiro:  

Maio foi a bosta que todos já sabemos, aqui não foi diferente. Comprei VIVT3, me parece um bom ativo, com bom DY, pouca volatilidade, mas Free Float baixo. O tempo irá dizer se valeu a pena.

O restante da carteira foi só madeirada. Ganhei uns 70 reais de Dividendos da GRND3 e do aluguel de VISC11.



Do lado do patrimônio, a evolução está assim: